8 erros comuns na hora de fazer empréstimo em 2026

3 min de leituraNós aderimos

Descubra os erros mais frequentes ao solicitar um empréstimo pessoal e aprenda como evitá-los para não pagar mais do que deveria.

Quando surge uma emergência financeira, a primeira reação de muita gente é correr atrás de um empréstimo. O problema é que a pressa para resolver o problema pode levar a decisões que vão custar caro no longo prazo.

Segundo pesquisa do Procon-SP de março de 2026, a taxa média de juros do empréstimo pessoal no Brasil chegou a 8,30% ao mês, o equivalente a 160,2% ao ano. Com juros nesse patamar, qualquer erro na hora de contratar pode significar centenas ou milhares de reais a mais no bolso.

A boa notícia é que a maioria desses erros são fáceis de evitar quando você toma os cuidados certos ao fazer empréstimo. Veja os 8 erros mais frequentes e como se proteger de cada um deles.

1. Não comparar o empréstimo entre diferentes instituições

A diferença de taxas entre um banco e outro pode ser enorme. Para se ter uma ideia, enquanto o Banco do Brasil cobra cerca de 6,72% ao mês no empréstimo pessoal, outras instituições chegam a cobrar mais de 10% ao mês pelo mesmo tipo de crédito.

Muitas pessoas simplesmente aceitam a primeira oferta que aparece, geralmente do banco onde já têm conta. Isso é um erro porque cada instituição calcula o risco de forma diferente, e você pode conseguir condições bem melhores em outro lugar.

Na Financera, você compara empréstimos de diferentes instituições em poucos segundos. Basta preencher o valor desejado e o prazo de pagamento para ver qual oferece a menor taxa.

O que fazer: compare pelo menos 3 instituições antes de fechar contrato. Use ferramentas de comparação gratuitas para economizar tempo.

2. Ignorar o CET (Custo Efetivo Total)

Muita gente olha apenas a taxa de juros na hora de comparar empréstimos. Só que a taxa de juros é apenas uma parte do custo total. O CET (Custo Efetivo Total) é o indicador que reúne todos os encargos: juros, IOF, tarifas administrativas, seguros obrigatórios e qualquer outro custo embutido.

Dois empréstimos podem ter a mesma taxa de juros, mas um CET completamente diferente. Por lei, toda instituição financeira é obrigada a informar o CET antes da contratação.

O que fazer: sempre peça o CET e compare este valor entre as propostas. Ele é o número que realmente mostra quanto o empréstimo vai custar para você.

3. Fazer empréstimo sem necessidade real

Parece óbvio, mas acontece com frequência: a pessoa contrata um empréstimo para comprar algo que não é urgente ou essencial. Lembre-se que empréstimo é uma dívida de médio a longo prazo, com parcelas que podem se estender por até 36 meses ou mais.

Antes de solicitar qualquer crédito, pergunte a si mesmo se existem alternativas. Cortar despesas por alguns meses, vender algo que não usa, fazer uma renda extra ou até mesmo pedir um adiantamento no trabalho podem ser soluções mais baratas.

O que fazer: liste suas prioridades e avalie se o empréstimo é realmente a melhor saída. Reserve o crédito para situações em que não há outra opção viável.

4. Não fazer um planejamento financeiro antes

Contratar um empréstimo sem saber exatamente quanto cabe no seu orçamento é receita para inadimplência. A regra geral é que as parcelas de todas as suas dívidas não devem ultrapassar 30% da sua renda líquida mensal.

Se você ganha R$3.000 por mês, por exemplo, o total de parcelas (incluindo o novo empréstimo) não deve passar de R$900. Ultrapassar esse limite aumenta muito o risco de não conseguir pagar e acabar com o nome negativado.

O que fazer: antes de solicitar o empréstimo, faça uma planilha com toda a sua receita e despesas mensais. Calcule quanto sobra e se a parcela cabe nesse valor com folga.

Regra dos 30%

Especialistas recomendam que o total de parcelas de dívidas não ultrapasse 30% da renda líquida. Acima disso, o risco de inadimplência cresce consideravelmente.

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5. Não analisar as condições do contrato

A simulação que você faz no site do banco mostra condições baseadas nas menores taxas disponíveis. Na prática, a taxa de juros só é definida após a análise de crédito, e pode ser bem diferente da simulação.

Além da taxa, preste atenção no prazo de pagamento. Uma parcela menor pode parecer mais interessante, mas um prazo de 36 meses vai custar muito mais do que um de 12 meses no total. O mesmo empréstimo de R$5.000 pode custar R$6.500 em 12 meses ou R$9.000 em 36 meses, dependendo das condições.

O que fazer: leia o contrato inteiro antes de assinar. Compare o custo total (e não apenas a parcela mensal) entre prazos diferentes. Se tiver dúvida, peça esclarecimento por escrito.

6. Cair no golpe do empréstimo

Nenhuma instituição financeira legítima cobra depósito antecipado para liberar empréstimo. Se alguém pede que você faça um Pix ou transferência antes de receber o crédito, é golpe.

Os criminosos usam perfis falsos em redes sociais, sites que imitam bancos conhecidos e até ligações telefônicas para enganar pessoas que estão procurando crédito. O golpe do empréstimo é um dos mais comuns no Brasil e atinge principalmente quem está em situação financeira difícil.

Alguns sinais de alerta:

  • Aprovação garantida sem análise de crédito
  • Pedido de pagamento antecipado para "liberar" o valor
  • Contato apenas por WhatsApp ou redes sociais
  • Taxa de juros muito abaixo do mercado
  • Empresa sem CNPJ ou registro no Banco Central

Saiba mais sobre como evitar o golpe do empréstimo.

O que fazer: nunca faça pagamentos antecipados. Verifique se a empresa é autorizada pelo Banco Central antes de fornecer qualquer dado pessoal.

7. Não pesquisar os diferentes tipos de crédito

Existem várias modalidades de empréstimo no mercado, cada uma com taxas, requisitos e finalidades diferentes. Os principais são:

Escolher a modalidade errada pode significar pagar juros muito maiores do que o necessário. O empréstimo consignado, por exemplo, tem taxas significativamente menores que o empréstimo pessoal.

O que fazer: pesquise as modalidades disponíveis para o seu perfil antes de escolher. Compare os requisitos e as taxas de cada uma.

8. Fazer empréstimo com particulares ou empresas não autorizadas

Oferecer empréstimo é uma atividade regulamentada pelo Banco Central do Brasil. Apenas instituições financeiras autorizadas podem fazer esse tipo de operação.

Pedir dinheiro emprestado para particulares, agiotas ou empresas sem registro pode parecer mais fácil no momento, mas os riscos são grandes: taxas de juros abusivas (e ilegais), cobranças violentas e nenhuma proteção legal para o consumidor.

O que fazer: verifique sempre se a instituição está registrada no Banco Central. Na Financera, todas as empresas listadas na ferramenta de comparação são instituições autorizadas.

Como conseguir o melhor empréstimo

Agora que você conhece os erros, aqui vão algumas dicas práticas para conseguir as melhores condições:

  • Mantenha seu score de crédito em dia: pague as contas em dia e limpe pendências no Serasa antes de solicitar. Um bom Serasa Score (acima de 700) pode garantir taxas menores
  • Compare no mínimo 3 ofertas: use a Financera para comparar sem compromisso
  • Prefira o menor prazo que caber no seu bolso: quanto menor o prazo, menos juros você paga no total
  • Leia o contrato inteiro: preste atenção especial ao CET, multa por atraso e condições de quitação antecipada
  • Simule antes de contratar: use a calculadora de empréstimos para entender o impacto das parcelas no seu orçamento

Perguntas frequentes sobre erros ao fazer empréstimo

Quais são os erros mais comuns ao fazer empréstimo?

Os erros mais comuns incluem: não comparar taxas entre instituições, ignorar o CET (Custo Efetivo Total), não fazer planejamento financeiro antes, não ler o contrato com atenção, e cair em golpes que pedem depósito antecipado.

O que pode dar errado no empréstimo consignado?

No empréstimo consignado, os principais problemas são: comprometer margem consignável demais, contratar mais de um empréstimo em prazos sobrepostos e não conferir se a empresa é autorizada pelo Banco Central. Erros nos dados de vínculo empregatício também podem reprovar a solicitação.

Como saber se um empréstimo online é golpe?

Desconfie se pedirem qualquer pagamento antecipado (Pix, transferência ou boleto) para "liberar" o crédito. Também fique atento a ofertas com aprovação garantida sem análise de crédito, contato exclusivo por WhatsApp e taxas muito abaixo do mercado. Sempre verifique o CNPJ da empresa no site do Banco Central.

Quanto de juros se paga em um empréstimo pessoal no Brasil?

Em março de 2026, a taxa média de juros do empréstimo pessoal no Brasil é de 8,30% ao mês, o equivalente a 160,2% ao ano, segundo pesquisa do Procon-SP. As taxas variam de 6,72% a mais de 10% ao mês entre os principais bancos.

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