Quem criou o Pix?

Escrito por Mariana Braga Dias

- 13 de jul. de 2026

Nós aderimos
Revisado por Ricardo Laizo
Conceito-chave
  • Criado pelo Banco Central do Brasil, não por um banco privado.
  • Bases definidas em 2018; lançamento completo em 16/11/2020.
  • Funciona 24h por dia via SPI, chaves Pix e instituições participantes.

Quem criou o Pix?

Quem criou o Pix foi o Banco Central do Brasil. A resposta curta é essa: o Pix não nasceu dentro de um banco privado, de uma fintech ou de um aplicativo específico. Ele foi desenhado, regulado e lançado pelo próprio Banco Central como infraestrutura pública de pagamentos instantâneos.

A confusão é compreensível. No dia a dia, você usa o Pix pelo aplicativo do seu banco, pela sua conta corrente ou por uma carteira digital. Só que essas instituições são participantes do sistema. Elas oferecem a interface para o cliente, mas não são as criadoras do Pix.

Na prática, o Pix é um meio de pagamento que transfere dinheiro em poucos segundos, em reais, entre contas de pessoas, empresas e governo. Ele funciona todos os dias, inclusive fins de semana e feriados, e foi pensado para reduzir a dependência de TED, DOC, boleto e dinheiro físico em várias situações do cotidiano.

Resposta curta

O criador do Pix é o Banco Central do Brasil. Bancos, fintechs e instituições de pagamento participam do arranjo, mas não são donos do sistema.

Quem inventou o Pix no Brasil?

Se a sua dúvida é quem inventou o Pix, a resposta mais correta continua sendo o Banco Central do Brasil. Não existe um inventor individual reconhecido, como uma única pessoa que tenha criado o sistema sozinha. O Pix foi resultado de trabalho técnico dentro do Banco Central, com discussões sobre pagamentos instantâneos, participação de mercado e regras para que várias instituições pudessem operar na mesma infraestrutura.

As bases começaram a ficar mais claras em 2018, quando o Banco Central lançou o Grupo de Trabalho Pagamentos Instantâneos. Esse grupo ajudou a definir pontos centrais do futuro sistema, como velocidade das transações, segurança, liquidação entre instituições e funcionamento do ecossistema.

Depois disso, o Banco Central comunicou em 2019 que administraria a base central do sistema de pagamentos instantâneos. Em fevereiro de 2020, o nome Pix foi apresentado ao público. A operação completa começou em 16 de novembro de 2020, depois de uma fase inicial de testes e adesão das instituições participantes.

Linha do tempo da criação do Pix

O Pix parece ter surgido de uma vez porque foi adotado muito rápido pelos brasileiros. Mas o projeto passou por algumas etapas antes de chegar ao aplicativo do banco.

  • 2016: o Banco Central já discutia modernização do sistema financeiro e pagamentos mais eficientes.
  • Maio de 2018: foi lançado o Grupo de Trabalho Pagamentos Instantâneos, com participação do Banco Central e representantes do mercado.
  • Dezembro de 2018: o Banco Central divulgou as bases do futuro sistema de pagamentos instantâneos.
  • Agosto de 2019: o Banco Central informou que assumiria a administração da base central do sistema.
  • Fevereiro de 2020: o nome Pix foi anunciado.
  • Novembro de 2020: o Pix entrou em operação plena para clientes das instituições cadastradas.

Essa sequência ajuda a entender por que o Pix não deve ser atribuído a um banco, aplicativo ou governo específico. Ele é uma infraestrutura de Estado, construída e operada pelo Banco Central do Brasil.

MarcoO que aconteceu
2018Definição das bases do sistema de pagamentos instantâneos
2019Banco Central assume a administração da base central
2020Nome Pix anunciado e lançamento completo em novembro
HojePix é usado por pessoas, empresas e governo para transferências e pagamentos

Como funciona o Pix

O Pix funciona porque bancos, fintechs e instituições autorizadas se conectam a uma infraestrutura comum coordenada pelo Banco Central. Para o usuário, o processo parece simples. Por trás, há regras, sistemas de identificação e liquidação.

Você inicia a transação

A pessoa escolhe fazer um Pix no aplicativo da instituição onde tem conta. Pode usar uma chave Pix, ler um QR Code ou informar os dados da conta do recebedor.

A chave identifica o recebedor

Quando há chave Pix, o sistema consulta o diretório mantido no ecossistema do Banco Central para localizar a conta vinculada àquela chave. Essa chave pode ser CPF, CNPJ, e-mail, telefone ou chave aleatória.

O dinheiro é liquidado

A transferência passa pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos, conhecido como SPI. É essa liquidação que permite o crédito em poucos segundos, mesmo fora do horário bancário tradicional.

O recebedor vê o valor na conta

Depois da confirmação, o dinheiro aparece na conta de destino. Para pessoas físicas, o uso do Pix costuma ser gratuito na maior parte das situações do dia a dia.

Por que o Banco Central criou o Pix

O Banco Central criou o Pix para tornar os pagamentos no Brasil mais rápidos, baratos e integrados. Antes dele, muitas transferências dependiam de horário bancário, cobrança de tarifa ou dados completos de agência e conta. Para pequenos negócios, aceitar pagamento também podia significar custo alto com intermediários.

Com o Pix, o Banco Central buscou aumentar a competição entre instituições financeiras, reduzir fricção nos pagamentos e ampliar o acesso a serviços digitais. Isso ajudou tanto quem já usava bancos digitais quanto quem começou a fazer pagamentos eletrônicos por necessidade ou conveniência.

Outro ponto importante é a rastreabilidade. O Pix não é dinheiro anônimo. As transações passam por instituições reguladas e deixam registro, o que permite controles de segurança, prevenção à fraude e regras de devolução em situações específicas.

Quem regula o Pix

O Pix é regulado pelo Banco Central do Brasil. A Resolução BCB nº 1, de 12/08/2020, instituiu o arranjo Pix e aprovou seu regulamento. O sistema também se conecta ao marco brasileiro de arranjos de pagamento, que envolve normas do Conselho Monetário Nacional.

O que isso muda para você

Saber quem criou o Pix ajuda a separar infraestrutura de produto bancário. Quando você usa Pix em uma das melhores contas digitais, a experiência é oferecida pela instituição. Mas a base que permite a transferência instantânea é do Banco Central.

Isso também explica por que o Pix aparece em praticamente todos os bancos relevantes do país. Ele não é um benefício exclusivo de uma marca. É um arranjo de pagamento aberto a instituições que cumprem as regras de participação.

Atenção apenas para não confundir Pix com crédito. Uma transferência Pix movimenta dinheiro entre contas. Já buscas como empréstimo via Pix normalmente falam de crédito liberado rapidamente e pago por uma instituição financeira. Nesse caso, o Pix pode ser apenas o meio usado para enviar o dinheiro, não o empréstimo em si.

Perguntas frequentes sobre quem criou o Pix

Quem criou o Pix?

O Pix foi criado pelo Banco Central do Brasil. Bancos, fintechs e instituições de pagamento participam do sistema, mas não são os criadores nem donos do Pix.

Em que ano o Pix foi criado?

As bases do Pix foram definidas em 2018, o nome Pix foi anunciado em fevereiro de 2020 e a operação completa começou em 16 de novembro de 2020.

Quem inventou o Pix, Bolsonaro ou Lula?

Nenhum presidente é o inventor do Pix. O sistema foi desenvolvido institucionalmente pelo Banco Central do Brasil. As bases técnicas foram estruturadas antes do lançamento completo em 2020.

O Pix é do governo ou dos bancos?

O Pix é uma infraestrutura criada, regulada e administrada pelo Banco Central do Brasil. Os bancos e fintechs são participantes que oferecem o Pix aos clientes dentro de seus aplicativos e contas.

O Banco Central cobra para usar o Pix?

Para pessoas físicas, o Pix costuma ser gratuito na maioria dos usos cotidianos. Empresas e alguns usos comerciais podem ter tarifas cobradas pela instituição participante, conforme as regras aplicáveis.

O Pix é brasileiro?

Sim. O Pix é um sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, criado e administrado pelo Banco Central do Brasil para funcionar dentro do Sistema de Pagamentos Brasileiro.

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