Anônimo
Especialista financeiro · Financera


Se você trabalha por conta própria, pagar o INSS como autônomo é o caminho para garantir aposentadoria, auxílio-doença e outros benefícios previdenciários. Neste guia, explicamos o passo a passo completo com os valores atualizados de 2026.
Todo trabalhador que exerce atividade por conta própria e não tem vínculo com CLT precisa contribuir ao INSS de forma voluntária para ter acesso aos benefícios da Previdência Social.
Isso inclui profissionais liberais (advogados, dentistas, nutricionistas, psicólogos), prestadores de serviço (eletricistas, encanadores, pintores), motoristas de aplicativo, entregadores, freelancers e qualquer pessoa que receba renda sem carteira assinada.
De acordo com dados do IBGE, o Brasil tem mais de 39 milhões de trabalhadores informais, o que representa cerca de 39% da força de trabalho. A maioria dessas pessoas não faz o recolhimento previdenciário, ficando sem proteção em caso de doença, acidente ou na hora de se aposentar.
Contribuinte individual é o termo técnico para o autônomo que paga o INSS. É o trabalhador que não tem empregador descontando a contribuição na folha de pagamento e, por isso, faz o recolhimento por conta própria.
Para se tornar contribuinte individual, basta se inscrever no INSS, escolher o código de contribuição correto e pagar a GPS (Guia da Previdência Social) todo mês.
A diferença para o contribuinte facultativo é que o facultativo não exerce atividade remunerada (como estudantes e donas de casa), enquanto o contribuinte individual tem renda, mas de forma autônoma.
O valor INSS autônomo em 2026 depende do plano de contribuição escolhido. Os cálculos são feitos com base no salário mínimo de R$ 1.621,00 e no teto do INSS de R$ 8.475,55. Existem três planos principais:
| Plano | Alíquota | Valor mensal (R$) | Código mensal | Código trimestral |
|---|---|---|---|---|
Normal (aposentadoria por idade + tempo) | 20% | R$ 324,20 a R$ 1.695,11 | 1007 | 1104 |
Simplificado (aposentadoria por idade) | 11% | R$ 178,31 | 1163 | 1180 |
Baixa renda (CadÚnico/MEI) | 5% | R$ 81,05 | 1929 | - |
Para começar a pagar INSS autônomo pela primeira vez, você precisa ter um número de PIS (Programa de Integração Social) ou NIT (Número de Inscrição do Trabalhador).
Estes registros funcionam como uma identificação do trabalhador junto à Previdência Social. A partir deles, o governo te identifica e garante o acesso aos benefícios sociais.
Se você nunca trabalhou formalmente, o cadastro é rápido e pode ser feito pela internet ou telefone. O único requisito é ter 16 anos ou mais.
Na hora do cadastro, informe que deseja a opção de Contribuinte Individual e qual será a atividade profissional exercida. O processo é simples e intuitivo em qualquer um dos canais.
Cansado de perder dinheiro? Encontre o melhor empréstimo pessoal para o seu perfil em poucos cliques. A busca é totalmente grátis!
Compare as ofertasSe você já tem o PIS mas não sabe o número, existem quatro formas de descobrir:
Carteira de trabalho
Nas carteiras mais recentes, o número do PIS fica na primeira página, logo abaixo do campo PIS/PASEP. São dez ou onze dígitos. Em carteiras mais antigas, procure nas "Anotações Gerais", nas últimas páginas.
Cartão do Cidadão
O Cartão do Cidadão traz o número do PIS estampado na frente. Com ele você também consulta saldo do FGTS, rendimento do PIS e seguro-desemprego.
Aplicativo Meu INSS
Baixe o aplicativo Meu INSS na Play Store ou App Store:

Faça login com a sua conta Gov.br. Clique no menu lateral (os três risquinhos) e o número do PIS aparecerá logo acima do seu CPF. Pode aparecer com o nome NIT, mas é o mesmo código.
Telefone
Ligue para a Central de Atendimento da Previdência no 135 e tecle a opção "5" para consultar seu cadastro do PIS. Você precisará informar alguns dados pessoais para se identificar.
Outra opção é ligar para a Caixa Econômica Federal no 0800 726 0207 (gratuito).
Com o PIS ou NIT em mãos, o próximo passo é escolher o código de contribuição. O código define a alíquota que você vai pagar e quais benefícios terá direito.
Código 1007 (20% mensal)
Esse é o código mais usado pelos autônomos. Garante o direito à aposentadoria por idade e por tempo de contribuição. A contribuição é de 20% sobre a sua renda, respeitando o piso do salário mínimo (R$ 1.621,00) e o teto do INSS (R$ 8.475,55). Na prática, você paga entre R$ 324,20 e R$ 1.695,11 por mês.
Código 1104 (20% trimestral)
Funciona igual ao 1007, mas o pagamento é feito a cada três meses. O valor do trimestre é a soma dos três meses, ou seja, o total é o mesmo.
Código 1163 (11% mensal)
Cobra apenas 11% sobre o salário mínimo, resultando em R$ 178,31 por mês em 2026. A desvantagem é que garante somente a aposentadoria por idade, não por tempo de contribuição. Além disso, o valor da aposentadoria será de um salário mínimo.
Código 1180 (11% trimestral)
Idêntico ao 1163, mas com pagamento a cada três meses.
Código 1287 (20% mensal, rural)
Destinado a trabalhadores autônomos rurais. As regras são as mesmas do código 1007.
Código 1236 (11% mensal, rural)
Também para trabalhadores rurais, mas com a alíquota reduzida de 11%. Permite apenas aposentadoria por idade.
A GPS (Guia da Previdência Social) é o "carnê do INSS", ou seja, o documento que você usa para pagar a contribuição. Hoje é possível emitir guia INSS autônomo e gerar o carnê INSS online pelo site ou aplicativo Meu INSS. Veja como:
Passo a passo para emitir a GPS:
Se você prefere não fazer pela internet, é possível comprar o carnê de INSS físico em papelarias, mas essa opção é cada vez mais rara. O preenchimento online pelo Meu INSS é mais seguro e prático.
Com a GPS gerada, você tem duas formas de pagar:
A GPS vence no dia 15 do mês seguinte ao da contribuição. Por exemplo, a contribuição de janeiro deve ser paga até 15 de fevereiro. Para quem paga trimestralmente, o vencimento também é dia 15 do mês seguinte ao final do trimestre.
Se você deixou de pagar alguma competência, é possível regularizar a situação. O processo depende do tempo de atraso:
Menos de 5 anos de atraso: Acesse o SAL (Sistema de Acréscimos Legais) da Receita Federal. O sistema calcula automaticamente os juros e multa sobre o valor original. Basta gerar a nova GPS com os acréscimos e pagar.
Mais de 5 anos de atraso: É preciso agendar um atendimento no INSS (pelo 135 ou pelo Meu INSS) para comprovar que exercia atividade remunerada no período. Será necessário apresentar documentos como recibos, extratos bancários ou declaração de imposto de renda.
Nos dois casos, os meses pagos com atraso contam normalmente para a aposentadoria.
Contribuir ao INSS como autônomo garante acesso a todos os benefícios previdenciários que um trabalhador CLT tem. Veja o que você ganha:
Considerando que o plano simplificado custa R$ 178,31 por mês, é um investimento relativamente baixo para quem quer ter cobertura em caso de doença, acidente ou na hora de se aposentar. Para quem é autônomo e precisa de crédito, ter contribuições em dia com o INSS também ajuda na análise de crédito de algumas instituições financeiras.
Se você quer organizar melhor suas finanças como autônomo, veja nossas dicas de como economizar dinheiro.
O valor depende do plano escolhido. No plano simplificado (11%), você paga R$ 178,31 por mês. No plano normal (20%), o valor vai de R$ 324,20 a R$ 1.695,11, dependendo da sua renda. Existe ainda o plano de baixa renda (5%), que custa R$ 81,05 por mês.
Você precisa ter um número de PIS ou NIT, escolher o código de contribuição adequado (1007, 1163, etc.), emitir a GPS pelo site ou app Meu INSS e realizar o pagamento via Pix ou boleto até o dia 15 de cada mês.
Sim. O INSS garante aposentadoria, auxílio-doença, salário maternidade, pensão por morte e outros benefícios. Mesmo no plano mais barato (R$ 81,05/mês), você já tem cobertura previdenciária. Para quem quer aposentadoria por tempo de contribuição, o plano de 20% é o mais indicado.
Sim, é possível pagar contribuições em atraso. Para atrasos de até 5 anos, basta acessar o SAL (Sistema de Acréscimos Legais) da Receita Federal e gerar a GPS com multa e juros. Para atrasos superiores a 5 anos, é necessário agendar atendimento no INSS e comprovar que exercia atividade no período.
A partir dos 16 anos é possível se inscrever como contribuinte individual e começar a pagar o INSS de forma autônoma.
Acesse o site meu.inss.gov.br ou o aplicativo Meu INSS, faça login com sua conta Gov.br, clique em "Emitir Guia de Pagamento (GPS)", preencha os dados e gere a guia. Depois, pague via Pix ou boleto pelo app do seu banco.
Ficou com alguma dúvida sobre como pagar INSS autônomo? Deixe seu comentário abaixo e a equipe da Financera Brasil vai te ajudar.
Tem alguma dúvida sobre este tema? Pergunte à comunidade.
E-mail confirmado. Seu comentário aparece após a análise.
Esse link expirou. Publique seu comentário novamente.
Anônimo
Especialista financeiro · Financera
Comparar melhores credores
a partir de 8,7% CET
18 opções
6 min de leituraFinanças Pessoais
6 min de leituraFinanças Pessoais
6 min de leituraFinanças Pessoais
7 min de leituraFinanças Pessoais
6 min de leituraFinanças Pessoais
Junte-se ao Coleções da Financera - Seu guia semanal para dominar os conceitos básicos de finanças, gerar renda extra e criar uma vida onde o dinheiro trabalha para você. É totalmente gratuito.