Anônimo
Especialista financeiro · Financera

Economizar dinheiro no Brasil nunca foi tão urgente. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da CNC, 80,2% das famílias brasileiras estavam endividadas em fevereiro de 2026, o maior índice da série histórica iniciada em 2010. Com a taxa SELIC em 14,75% ao ano e o salário mínimo de R$1.621, cada real economizado faz diferença no orçamento.
A boa notícia é que economizar não exige ganhar muito. Exige método. Neste guia, reunimos dicas para economizar dinheiro que funcionam mesmo para quem ganha pouco. São 12 estratégias testadas para você aprender como economizar dinheiro todo mês e no dia a dia. Algumas podem ser aplicadas hoje mesmo.
O primeiro passo para economizar dinheiro é saber para onde ele vai. Parece óbvio, mas a maioria dos brasileiros não acompanha seus gastos. Um planejamento financeiro básico envolve três etapas:
Você pode usar uma planilha simples no Google Sheets, um caderno, ou aplicativos como Mobills, Organizze ou GuiaBolso. O importante é criar o hábito. Depois de um mês acompanhando, você vai identificar exatamente onde está gastando mais do que deveria.
A regra 50-30-20 é um dos métodos mais populares de organização financeira e funciona para qualquer faixa de renda. A lógica é simples: divida o seu salário líquido em três partes.
Por exemplo, se você quer saber como economizar dinheiro ganhando 1500 reais ou o salário mínimo de R$1.621 em 2026, ficaria assim: R$810 para necessidades, R$486 para desejos e R$324 para poupança e investimentos. Mesmo que os valores pareçam apertados, a ideia é criar a disciplina de separar pelo menos algo para o futuro todo mês.
Gastos fixos são os que mais pesam no orçamento, e muita gente paga mais do que deveria por preguiça de renegociar. Revise esses itens:
Essa revisão, feita uma vez por semestre, pode liberar de R$100 a R$300 por mês sem afetar sua qualidade de vida.
O parcelamento no cartão de crédito é um dos grandes vilões do orçamento do brasileiro. Os dados da PEIC mostram que 85% das famílias endividadas têm o cartão de crédito como principal modalidade de dívida. Quando você parcela, perde a noção do total comprometido e acumula várias parcelas de compras diferentes.
Sempre que possível, pague à vista. Vários lojistas oferecem desconto de 5% a 10% para pagamento via Pix ou dinheiro. Em uma compra de R$1.000, por exemplo, isso significa R$50 a R$100 de economia imediata.
Se o parcelamento for inevitável, limite o número de parcelas e nunca parcele gastos do dia a dia como supermercado e combustível.
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Compare as ofertasA alimentação é um dos maiores gastos das famílias brasileiras. Algumas estratégias simples podem reduzir essa conta em até 20%:
Evitar o desperdício de recursos básicos impacta tanto o seu bolso quanto o meio ambiente. Na conta de energia elétrica:
Na conta de água:
Na cozinha, aproveite cascas, talos e sementes de frutas e vegetais. Essas partes que normalmente vão para o lixo podem ser usadas em receitas como sucos, chás, farofas e bolos.
Se você está endividado, economizar fica mais difícil porque os juros corroem qualquer esforço de poupança. A estratégia mais eficiente é priorizar a quitação das dívidas com juros mais altos.
No Brasil, as taxas mais comuns são:
Negocie diretamente com a instituição credora ou use plataformas de renegociação de dívidas. Feirões de negociação como o do Serasa oferecem descontos que podem chegar a 90% do valor da dívida.
Economizar tem limite. Em algum momento, aumentar a renda faz mais sentido do que cortar mais gastos. Algumas formas de gerar renda extra são:
O dinheiro extra gerado pode ser direcionado integralmente para quitar dívidas ou formar uma reserva de emergência.
O transporte é um dos maiores custos fixos do brasileiro, especialmente para quem tem carro próprio. Considere estas alternativas:
Cortar completamente o lazer não funciona porque, em algum momento, você vai "estourar" e gastar tudo de uma vez. O segredo é encontrar alternativas mais baratas:
Uma reserva de emergência é o dinheiro guardado para imprevistos como perda de emprego, problemas de saúde ou conserto urgente. O ideal é ter entre 3 e 6 meses de despesas essenciais guardados.
Comece com uma meta menor e acessível: R$500, depois R$1.000, e vá aumentando. O importante é começar. Guarde essa reserva em um lugar com liquidez diária, como uma conta remunerada que rende acima do CDI (existem opções de contas digitais que rendem 100% do CDI ou mais).
Sem reserva de emergência, qualquer imprevisto vira dívida. E dívida com juros altos é o oposto de economizar.
Depois de quitar dívidas e montar sua reserva de emergência, o próximo passo é colocar o dinheiro para trabalhar para você. Muita gente acha que investir é só para quem tem muito dinheiro, mas com R$1 já é possível começar.
Algumas opções acessíveis para iniciantes:
Comparar as melhores plataformas de investimento ajuda a encontrar as menores taxas e melhores rendimentos.
Aprender como economizar dinheiro não é sobre ganhar mais. É sobre usar melhor o que você já tem. Com as 12 dicas deste guia, você pode reduzir despesas desnecessárias, quitar dívidas e começar a construir um futuro financeiro mais tranquilo.
O passo mais importante é o primeiro: comece anotando seus gastos hoje. A partir daí, escolha duas ou três dicas desta lista e aplique durante 30 dias. O resultado vai motivar você a continuar.
As formas mais eficientes incluem: montar um planejamento financeiro, usar a regra 50-30-20 para dividir o salário, renegociar despesas fixas (celular, internet, seguros), preferir pagamento à vista para conseguir descontos, e automatizar a poupança com transferências programadas no dia do pagamento.
Mesmo com salário baixo é possível juntar dinheiro. Comece registrando todos os gastos para identificar onde cortar. Use a regra 50-30-20 adaptada à sua realidade. Reduza desperdícios em casa (água, luz, alimentos), busque renda extra com freelancing ou vendas online, e guarde qualquer valor, mesmo que pequeno, em uma conta remunerada.
A recomendação da regra 50-30-20 é reservar 20% da renda líquida para poupança e investimentos. Se isso não for possível no momento, comece com o que conseguir, mesmo que seja R$50 ou R$100 por mês. O importante é criar o hábito. A reserva de emergência ideal cobre de 3 a 6 meses de despesas essenciais.
Faça uma lista de compras e siga-a para evitar compras por impulso. Compare preços entre mercados usando aplicativos. Prefira marcas próprias do supermercado, que costumam ser de 15% a 40% mais baratas. Compre itens não perecíveis em promoção. Planeje as refeições da semana antes de ir ao mercado e evite ir às compras com fome.
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