As estatísticas de uso do Pix mostram que o sistema deixou de ser apenas uma forma rápida de transferir dinheiro entre amigos. Ele virou infraestrutura básica para compras, contas, pequenos negócios, salários, cobranças e até para a forma como bancos e fintechs organizam seus produtos.
Na consulta mais recente feita pela Financera aos dados públicos do Banco Central do Brasil, o Pix tinha 184,1 milhões de usuários cadastrados no DICT em 31 de maio de 2026, sendo 166,0 milhões de pessoas físicas e 18,1 milhões de pessoas jurídicas. No mesmo mês, o recorte detalhado de transações do BC registrou 7,12 bilhões de operações e R$ 2,96 trilhões movimentados.
Os principais números são estes:
- 968,4 milhões de chaves Pix estavam cadastradas em 31 de maio de 2026.
- A chave aleatória era o tipo mais comum, com 498,4 milhões de registros.
- Em maio de 2026, pagamentos de pessoa física para empresa (P2B) representaram 46,1% das transações no recorte detalhado.
- Transferências entre pessoas físicas (P2P) ainda foram muito relevantes, com 39,9% das operações.
- O ticket médio do mês ficou perto de R$ 415.
- Em abril de 2026, o BC registrou 4,24 contestações aceitas a cada 100 mil Pix, dentro das estatísticas do Mecanismo Especial de Devolução.

