Anônimo
Especialista financeiro · Financera


O golpe do empréstimo é um dos crimes financeiros que mais crescem no Brasil. Só entre janeiro e setembro de 2025, o Serasa registrou 10,9 milhões de tentativas de fraude no país. Se você está buscando crédito, precisa saber como se proteger. Neste guia, vamos mostrar os tipos mais comuns de golpe do empréstimo, os sinais de alerta e o que fazer caso você seja vítima.
O golpe do empréstimo acontece quando criminosos se passam por instituições financeiras para roubar dinheiro ou dados pessoais das vítimas. O contato pode vir por WhatsApp, telefone, redes sociais ou até sites que imitam páginas de bancos conhecidos.
O golpista oferece condições que parecem boas demais: aprovação garantida, juros muito abaixo do mercado, sem consulta ao SPC/Serasa e liberação na hora. Para "liberar" o suposto empréstimo, ele exige um pagamento antecipado, que pode ser chamado de taxa de conveniência, seguro, depósito de garantia ou juros antecipados.
Após o depósito (geralmente via Pix), o criminoso desaparece. A vítima perde o dinheiro e não recebe empréstimo nenhum. Quanto mais urgente a necessidade de crédito da pessoa, mais vulnerável ela fica a esse tipo de golpe.
Os golpistas estão cada vez mais criativos. Conhecer os principais tipos de fraude te ajuda a identificar o perigo antes de cair nele.
É o tipo mais clássico. O criminoso oferece um empréstimo com condições muito atrativas e, para "liberar" o valor, solicita um depósito via Pix ou boleto. Pode ser chamado de taxa de cadastro, seguro obrigatório, taxa de avalista ou imposto de liberação. Após o pagamento, o golpista some.
O golpista envia mensagens se passando por atendente de um banco ou fintech conhecida. Ele usa logotipos e linguagem profissional para parecer legítimo. O objetivo é o mesmo: convencer a vítima a fazer um depósito ou compartilhar dados pessoais como CPF, senhas e fotos de documentos.
Voltado principalmente para aposentados e pensionistas do INSS. O criminoso oferece uma portabilidade ou novo consignado com condições melhores. Para "efetivar" a operação, pede um Pix ou o pagamento de um boleto. Muitas vítimas só descobrem o golpe quando consultam o extrato no app Meu INSS.
Uma variação do golpe do consignado. O golpista promete fazer a portabilidade de um empréstimo já existente para outro banco com parcelas menores. Ele pede um Pix "de confirmação" ou "de diferença de valores" para concretizar a transferência. A portabilidade nunca acontece.
O criminoso cria um site que imita visualmente o de um banco ou fintech. A vítima preenche um formulário com dados pessoais, acreditando que está solicitando um empréstimo real. Esses dados são usados para fraudes em seu nome, como abertura de contas e contratação de empréstimos fraudulentos.
Usando documentos e dados vazados ou roubados, o criminoso contrata empréstimos em nome da vítima. A pessoa só descobre quando recebe cobranças desconhecidas ou quando consulta o Registrato do Banco Central e encontra operações que não reconhece.
O golpista deposita um valor na conta da vítima (usando cheque sem fundo, Pix de conta fraudulenta ou TED que será estornada). Em seguida, liga dizendo que foi um "erro" e pede a devolução para outra conta. A vítima transfere o dinheiro e, dias depois, o depósito original é cancelado pelo banco.
Existem sinais claros que ajudam você a identificar uma tentativa de golpe do empréstimo antes de cair nela. Fique atento aos seguintes alertas:
A melhor forma de evitar o golpe do empréstimo é adotar alguns cuidados simples antes de solicitar qualquer crédito online.
Antes de fornecer qualquer dado pessoal, acesse o site do Banco Central e confirme se a empresa está autorizada a operar como instituição financeira. Você pode fazer essa consulta pelo site ou pelo telefone 145.
Digite o endereço do site diretamente no navegador. Preste atenção a letras trocadas (como "I" maiúsculo no lugar de "l" minúsculo) e extensões diferentes (.net em vez de .com.br). Verifique se o site tem certificado de segurança (cadeado na barra de endereço).
O Reclame Aqui é uma boa ferramenta para verificar se existem reclamações de golpe ou fraude associadas à empresa. Busque por "nome da empresa + golpe" e leia as avaliações.
Use a Financera para comparar ofertas de empréstimo pessoal de empresas verificadas e autorizadas pelo Banco Central. No nosso site, incluímos apenas instituições confiáveis, e a comparação é gratuita.
Se alguém te ligou ou mandou mensagem oferecendo empréstimo sem que você tenha procurado, desconfie. Confirme nos canais oficiais da empresa se aquele contato é real.
Nenhum banco ou instituição financeira séria pede senhas, códigos de verificação, selfies com documentos ou dados cadastrais completos por telefone, WhatsApp ou mensagem. Se pedirem, é golpe.
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Compare as ofertasSim, o empréstimo online é uma prática totalmente legal e segura quando feito com empresas autorizadas pelo Banco Central. A maioria dos brasileiros já solicita crédito pela internet, e o processo é mais rápido e prático do que ir a uma agência.
O ponto importante é garantir que você está negociando com uma empresa de verdade. Verifique sempre a autorização no Banco Central, pesquise a reputação da empresa e nunca faça pagamentos antecipados.
Se preferir comparar várias opções antes de escolher, use a Financera para ver ofertas de empréstimo rápido de empresas verificadas.
Se você caiu no golpe do empréstimo, é fundamental agir rápido. Quanto antes você tomar as medidas abaixo, maiores são as chances de recuperar o dinheiro e ajudar a polícia a identificar os criminosos.
Guarde todas as provas
Salve prints das conversas, números de telefone, links de sites, comprovantes de transferência (Pix, TED, boleto), e-mails e qualquer dado que identifique o golpista.
Registre um Boletim de Ocorrência
Procure a delegacia mais próxima ou registre um B.O. online pelo site da Polícia Civil do seu estado. Inclua todos os prints e comprovantes como anexo.
Acione o MED (se pagou via Pix)
Se o pagamento foi feito via Pix, entre em contato com seu banco e solicite a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED). O MED permite que o banco tente bloquear e devolver o valor da conta do golpista. Quanto mais rápido você acionar, maiores as chances de recuperação.
Denuncie aos órgãos de proteção
Registre reclamação no consumidor.gov.br, denuncie no Procon da sua cidade e informe o Banco Central pelo telefone 145. Se o golpe foi pelo WhatsApp, use a opção "Denunciar contato" dentro do aplicativo.
Monitore seu CPF
Acesse o Registrato do Banco Central para verificar se existem empréstimos ou contas abertas no seu nome sem autorização. Caso encontre algo suspeito, conteste diretamente com a instituição.
Se você recebeu uma oferta de empréstimo e quer ter certeza de que é legítima, siga estas verificações:
Se a resposta para a última pergunta for "sim", não continue. Nenhum empréstimo legítimo exige depósito antecipado.
Você também pode consultar o Registrato do Banco Central para verificar todos os empréstimos e financiamentos registrados no seu CPF. Isso ajuda a identificar se alguém contratou um empréstimo no seu nome sem autorização.
Os sinais mais comuns são: a empresa pediu um depósito antecipado para liberar o crédito, o contato foi feito fora dos canais oficiais (WhatsApp, SMS), não houve análise de crédito formal e, após o pagamento, você não consegue mais falar com o atendente. Se passou por alguma dessas situações, provavelmente é golpe.
Não. A cobrança de valores antecipados para liberação de empréstimo é proibida por lei no Brasil. Nenhuma instituição financeira autorizada pelo Banco Central cobra taxas antes de liberar o crédito. Se pedirem qualquer valor, denuncie.
O golpista envia mensagens se passando por atendente de um banco ou fintech conhecida, usando logotipos e linguagem profissional. Ele oferece condições atrativas e solicita dados pessoais ou um depósito para "liberar" o empréstimo. Sempre confirme nos canais oficiais da empresa se o contato é verdadeiro.
Guarde todas as provas (prints, comprovantes, números de telefone), registre um Boletim de Ocorrência (pode ser online pelo site da Polícia Civil do seu estado) e, se pagou via Pix, acione o MED (Mecanismo Especial de Devolução) junto ao seu banco. Denuncie também no consumidor.gov.br e no Procon.
Depende da velocidade da denúncia. Se o pagamento foi via Pix, o Mecanismo Especial de Devolução (MED) pode bloquear e devolver os valores da conta do golpista. Quanto mais rápido você acionar seu banco e registrar o B.O., maiores as chances de recuperação.
Consulte a lista de instituições autorizadas no site do Banco Central (bcb.gov.br), verifique o CNPJ da empresa, pesquise no Reclame Aqui e confirme se o site tem certificado de segurança. Use plataformas como a Financera para comparar ofertas de empresas já verificadas.
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