Anônimo
Especialista financeiro · Financera

As estatísticas cartão de crédito Brasil mostram um produto que já faz parte do orçamento mensal. No 1º trimestre de 2026, o Banco Central registrou 260,8 milhões de cartões de crédito ativos e 615,5 milhões emitidos.
No mesmo trimestre, o cartão de crédito somou 6,06 bilhões de transações e R$ 813,9 bilhões movimentados nas estatísticas de meios de pagamento. Na base detalhada de cartões, com operações nacionais e internacionais, o valor chega a R$ 832,1 bilhões.
Os dados de cartão de crédito Brasil também mostram o lado caro do produto. Em maio de 2026, o saldo total da carteira para pessoas físicas estava em R$ 726,6 bilhões. O rotativo tinha taxa média de 439,87% ao ano e inadimplência de 63,03%. Comparar cartões de crédito sem anuidade ajuda, mas entender juros e fatura ajuda ainda mais.
| Indicador | Dado mais recente | Leitura prática |
|---|---|---|
Cartões de crédito ativos | 260,8 milhões no 1º tri/2026 | Muitos brasileiros têm mais de um cartão ativo. |
Cartões de crédito emitidos | 615,5 milhões no 1º tri/2026 | A base emitida inclui cartões sem uso recorrente. |
Transações com cartão de crédito | 6,06 bilhões no 1º tri/2026 | O cartão segue entre os principais instrumentos de pagamento. |
Valor movimentado | R$ 813,9 bilhões no 1º tri/2026 | O volume trimestral passa de R$ 800 bilhões. |
Saldo total em cartão PF | R$ 726,6 bilhões em mai/2026 | Mostra o tamanho da carteira de crédito ligada ao cartão. |
Juros do rotativo | 439,87% a.a. em mai/2026 | É uma das modalidades mais caras para o consumidor. |
O Pix mudou os pagamentos no Brasil, mas não eliminou o cartão de crédito. Pix liquida na hora. Cartão concentra gastos na fatura, permite usar limite, acumular pontos e parcelar compras.
Nas estatísticas trimestrais do Banco Central, o cartão de crédito passou de 5,66 bilhões de transações no 2º trimestre de 2025 para 6,06 bilhões no 1º trimestre de 2026. O valor movimentado saiu de R$ 734,0 bilhões para R$ 813,9 bilhões.
Mais transações não significam que todos estão endividados. A dívida aparece quando há parcelamento de fatura, rotativo ou atraso.
| Período | Transações com cartão de crédito | Valor movimentado | Comentário |
|---|---|---|---|
2º tri/2025 | 5,66 bilhões | R$ 734,0 bilhões | Base trimestral de meios de pagamento do BC. |
3º tri/2025 | 5,86 bilhões | R$ 765,3 bilhões | Crescimento em quantidade e valor. |
4º tri/2025 | 6,14 bilhões | R$ 832,3 bilhões | Trimestre sazonalmente forte por fim de ano. |
1º tri/2026 | 6,06 bilhões | R$ 813,9 bilhões | Leve recuo sazonal, mas acima do 2º tri/2025. |
A tabela de estoque e transações de cartões do Banco Central separa crédito, débito e pré-pago. No 1º trimestre de 2026, o crédito tinha 260,8 milhões de cartões ativos, contra 160,5 milhões de cartões de débito ativos e 73,8 milhões de pré-pagos ativos.
Isso não significa que 260 milhões de pessoas tenham cartão. O Relatório de Cidadania Financeira do Banco Central aponta que a média de cartões ativos por usuário supera dois cartões por pessoa.
Na prática, cartões ativos mostram acesso e competição entre emissores. O risco aparece quando o limite vira saldo devedor e a fatura disputa espaço com aluguel, mercado, transporte e outras contas.
| Função do cartão | Cartões emitidos | Cartões ativos | Transações no 1º tri/2026 |
|---|---|---|---|
Crédito | 615,5 milhões | 260,8 milhões | 6,11 bilhões, incluindo nacionais e internacionais |
Débito | 610,8 milhões | 160,5 milhões | 3,97 bilhões |
Pré-pago | 271,8 milhões | 73,8 milhões | 2,16 bilhões |
A pesquisa Observatório Febraban de julho de 2025 ajuda a enxergar o perfil de uso. O cartão de crédito foi o produto financeiro mais citado, usado por 66% dos entrevistados. A penetração foi maior entre mulheres (68%) do que entre homens (64%) e atingiu 70% na faixa de 25 a 44 anos.
A diferença por renda é grande. Entre pessoas com renda familiar acima de 5 salários mínimos, 84% declararam usar cartão de crédito. Na faixa até 2 salários mínimos, o índice ficou em 53%. Por região, o Sudeste liderou com 70%, seguido do Sul com 65%. O Norte apareceu com 58%.
Esses dados explicam por que o cartão aparece tanto em análises de bancos e fintechs, como Ourocard Fácil e Cartão de crédito Trigg, mas também por que limite e renda precisam ser vistos juntos.
O maior risco do cartão não está na compra paga em dia. Está no saldo que sobra quando a fatura não fecha. Em maio de 2026, o Banco Central registrou R$ 726,6 bilhões de saldo em cartão de crédito para pessoas físicas. A maior fatia era cartão à vista, com R$ 541,7 bilhões.
A parte pesada aparece nas modalidades com juros. O rotativo tinha R$ 90,4 bilhões de saldo, taxa média de 439,87% ao ano e inadimplência de 63,03%. O parcelamento da fatura tinha R$ 94,4 bilhões, taxa média de 189,55% ao ano e inadimplência de 12,49%.
Esses juros do cartão de crédito explicam por que a análise de crédito pesa tanto. Antes de aumentar limite ou pedir um novo cartão, vale entender como funciona a análise de crédito e olhar o CET quando houver financiamento ou parcelamento com juros.
| Modalidade PF | Saldo em mai/2026 | Taxa média | Inadimplência |
|---|---|---|---|
Cartão à vista | R$ 541,7 bi | Não se aplica como juros de crédito | Não comparável ao rotativo |
Cartão parcelado | R$ 94,4 bi | 189,55% a.a. | 12,49% |
Cartão rotativo | R$ 90,4 bi | 439,87% a.a. | 63,03% |
Cartão total | R$ 726,6 bi | 96,57% a.a. | 9,47% |
O Brasil é um caso forte de cartão dentro de mercados emergentes. O Global Findex 2025, do Banco Mundial, informa que apenas 15% dos adultos em economias em desenvolvimento usaram cartão de crédito nos últimos 12 meses, com exceções importantes, incluindo Brasil e Argentina.
A comparação internacional precisa de cautela. O Findex usa pesquisa com adultos. O Banco Central brasileiro mede dados administrativos enviados por instituições. Por isso, 260,8 milhões de cartões ativos não devem ser lidos como 260,8 milhões de usuários.
Mesmo assim, a fotografia é clara: no Brasil, o cartão é comum no dia a dia, mas perigoso quando vira financiamento caro.
O uso do cartão de crédito no Brasil se apoia em prazo para pagar, parcelamento e organização da fatura. Pago no vencimento, pode ajudar no controle; usado para fechar o mês, vira crédito caro.
O Relatório de Cidadania Financeira 2025 mostra que usuários com renda inferior a 20 salários mínimos comprometeram, em média, 54% da renda com gastos totais no cartão no 2º semestre de 2024. As compras à vista representaram 31,0 pontos percentuais, o parcelado sem juros 16,7 pontos e dívidas com juros 6,3 pontos.
Mulheres, jovens, pessoas no CadÚnico e moradores do Nordeste ficaram acima da média nacional nas dívidas com juros. Por isso, análises como Banco Pan ou Azul Platinum devem ser lidas junto com custo real e risco de atraso.
A primeira tendência é a convivência entre Pix e cartão. Pix deve seguir forte em transferências e pagamentos instantâneos. Cartão continua relevante em compras parceladas, assinaturas, viagens, e-commerce e recompensas.
A segunda é mais transparência na fatura. O Banco Central já tratou o cartão como tema de regulação comportamental, pois muitos consumidores confundem pagamento total, parcial, parcelamento e rotativo.
A terceira é limite mais seletivo. Com inadimplência alta no rotativo, emissores tendem a calibrar score, renda e histórico de pagamento. Para o consumidor, a pergunta central é: quanto da renda já está comprometida antes da próxima fatura?
Esta página usa dados públicos consultados em julho de 2026. Cartões ativos, emitidos, transações e valor movimentado vêm das Estatísticas de Meios de Pagamentos do Banco Central. Saldos, juros e inadimplência vêm das séries SGS do Banco Central para cartão de crédito de pessoas físicas.
Para perfil de uso, usamos o Observatório Febraban de julho de 2025 e o Relatório de Cidadania Financeira 2025 do Banco Central. Para inadimplência por idade, usamos a Serasa; para comparação internacional, o Global Findex 2025 do Banco Mundial.
Os saldos do Banco Central são publicados em milhões de reais e aqui foram arredondados para bilhões.
No 1º trimestre de 2026, o Banco Central registrou 260,8 milhões de cartões de crédito ativos. Esse número não significa 260,8 milhões de pessoas, porque um mesmo usuário pode ter mais de um cartão.
Nas estatísticas trimestrais de meios de pagamento do Banco Central, o cartão de crédito movimentou R$ 813,9 bilhões no 1º trimestre de 2026. Na base detalhada de cartões, incluindo operações nacionais e internacionais, o valor foi de R$ 832,1 bilhões.
Em maio de 2026, a taxa média do cartão de crédito rotativo para pessoas físicas era de 439,87% ao ano, segundo o Banco Central. A taxa mensal média era de 15,09%.
Desde 3 de janeiro de 2024, novas dívidas no rotativo e no parcelamento da fatura têm juros e encargos limitados a 100% do valor original. O IOF pode ser cobrado à parte.
Não. Quando a fatura é paga integralmente no vencimento, o cartão pode ser apenas um meio de pagamento. O problema começa quando o consumidor financia a fatura, entra no rotativo ou parcela com juros sem comparar o CET.
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