Estatísticas de investimentos Brasil 2026

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Veja quantos brasileiros investem, onde o dinheiro está aplicado, quais produtos crescem e como renda, idade e região mudam o cenário.

Números-chave das estatísticas de investimentos Brasil 2026

As estatísticas de investimentos Brasil 2026 mostram um mercado em duas velocidades. Mais brasileiros investem, mas o volume ainda se concentra em renda fixa, alta renda e Sudeste.

O dado mais amplo vem da ANBIMA: em 2025, 36% da população brasileira tinha dinheiro aplicado em produtos financeiros, o equivalente a 60,6 milhões de pessoas. A proporção era de 31% cinco anos antes e ficou levemente abaixo dos 37% registrados em 2024.

Outro número ajuda a separar estoque e aporte: 24% da população fez alguma aplicação financeira em 2025. Há pessoas com investimentos antigos que não fizeram novos aportes.

Na soma de recursos, o avanço foi forte. O volume investido por pessoas físicas chegou a R$ 8,5 trilhões em 2025, alta de 15,5% ante dezembro de 2024. Esses dados de investimentos no Brasil explicam por que comparar melhores plataformas de investimento e entender custos deixou de ser assunto apenas de investidor experiente.

IndicadorDado mais recenteLeitura prática
População com dinheiro aplicado36%A cultura de investimento cresceu, mas ainda não alcança a maioria.
Investidores ativos estimados60,6 milhõesBase ampla, puxada por produtos simples e renda fixa.
Volume aplicado por pessoas físicasR$ 8,5 trilhõesO estoque cresceu 15,5% em 2025.
Renda fixa no volume total59%Juros altos mantiveram CDBs, títulos públicos e isentos no centro da carteira.
Investidores de renda variável na B3quase 5,5 milhõesA Bolsa cresceu, mas segue pequena perto da renda fixa.
Tesouro Direto3 milhões de investidoresRecorde no 2º trimestre de 2025.

Evolução histórica: mais gente investe, mas a renda fixa domina

A evolução dos últimos anos é clara: o brasileiro saiu da poupança como única referência e passou a conhecer mais produtos.

Segundo a ANBIMA, a parcela da população com dinheiro aplicado subiu de 31% para 36% em cinco anos. No mesmo período, os títulos privados ganharam espaço. Eles chegaram a 7% dos entrevistados em 2025, mais que o triplo dos 2% de 2021. Fundos de investimento aparecem com 5% e moedas digitais com 4% do público.

A poupança ainda é o produto mais citado, presente nas carteiras de 22% das pessoas, mas perdeu força no estoque financeiro. Em 2025, o saldo aplicado em poupança recuou 1,1%, para R$ 961,4 bilhões. Com Selic em dois dígitos durante todo o ano, CDBs, LCIs, LCAs, debêntures incentivadas, Tesouro Selic e Tesouro IPCA ganharam vantagem.

O que os dados da B3 revelam sobre renda fixa, Bolsa e Tesouro Direto

Os números da B3 precisam ser lidos com cuidado. No 2º trimestre de 2025, a bolsa informou mais de 100,2 milhões de CPFs em renda fixa, com R$ 2,8 trilhões em custódia. Esse total inclui contas remuneradas e aplicações automáticas, o que aumenta a base de CPFs em CDBs e RDBs.

Na renda variável, a base é bem menor. A B3 encerrou 2025 com quase 5,5 milhões de investidores e R$ 635 bilhões em custódia nesse tipo de ativo. Foram 205.949 novos investidores em produtos de renda variável ao longo de 2025.

Dentro da renda variável, a fotografia do 2º trimestre de 2025 era esta: 4 milhões de pessoas em ações à vista, 2,8 milhões em FIIs, 1 milhão em BDRs, 638,3 mil em ETFs e 548,7 mil em Fiagros. Guias de CDB, Tesouro Direto e fundos imobiliários ajudam antes de assumir mais risco.

O Tesouro Direto também bateu recorde no 2º trimestre de 2025, com 3 milhões de investidores e R$ 169,9 bilhões em custódia. Mais de 70% do saldo estava concentrado em Tesouro IPCA e Tesouro Selic.

Atenção à diferença entre bases

ANBIMA mede comportamento da população e estoque financeiro por segmento. B3 mede contas e custódia em produtos registrados na sua infraestrutura. Banco Central do Brasil acompanha juros, sistema financeiro e séries macro. IBGE mede taxa de investimento e poupança na economia. Misturar esses recortes gera conclusões erradas.

Distribuição demográfica: idade, gênero, renda e região

O perfil do investidor brasileiro não é único. A ANBIMA aponta idade média de 43 anos e participação próxima entre gerações: 36% da Geração Z, 38% dos millennials, 35% da Geração X e 33% dos Boomers+ declararam ter investimentos.

A diferença por gênero ainda é grande. 31% das mulheres são investidoras, contra 41% dos homens. O mesmo levantamento mostra que 69% das mulheres desconhecem ou não utilizam aplicações financeiras, ante 53% do público masculino.

Na distribuição regional, o dinheiro continua concentrado. A ANBIMA informou que o Sudeste fechou 2025 com R$ 5,74 trilhões aplicados por pessoas físicas. Na renda variável da B3, São Paulo tinha 1,9 milhão de investidores, seguido de Minas Gerais com 554 mil e Rio de Janeiro com 550 mil. O maior crescimento percentual veio do Piauí, com alta de 7,73%.

Comparação com América Latina e média global

Na inclusão financeira, o Brasil aparece acima da média regional em várias métricas do Banco Mundial.

No Global Findex 2025, 86,4% dos adultos brasileiros tinham conta financeira em 2024, contra 69,7% na América Latina e Caribe. O percentual de brasileiros que pouparam formal ou informalmente foi de 46,7%, próximo da média regional de 45,4%. Já a poupança formal em conta chegou a 38,6% no Brasil, acima dos 28,8% da região.

O país já tem bancarização e uso digital altos, mas ainda transforma pouco desse acesso em investimento diversificado. A ANBIMA estima que 107,7 milhões de brasileiros ainda não investem e que mais de 23 milhões pretendem passar a aplicar em produtos financeiros em 2026.

Tendências do setor para 2026 e os próximos anos

A primeira tendência é a continuidade da renda fixa como porta de entrada. Com juros altos, produtos simples de entender ganham vantagem. Ainda assim, o investidor precisa olhar liquidez, garantia do FGC, prazo e imposto.

A segunda tendência é a digitalização da informação. No Raio X da ANBIMA, o YouTube foi citado por 35% dos investidores como canal para se informar sobre produtos financeiros, seguido pelo Instagram, com 27%. Assistentes de inteligência artificial já aparecem com 9% das menções entre investidores.

A terceira é a diversificação gradual. Ações, FIIs, ETFs, BDRs e Fiagros ainda não alcançam a massa da renda fixa, mas o avanço de aplicativos de investimento e plataformas com investimento mínimo baixo ajuda nessa migração.

A quarta é a educação financeira. Apenas 21% da população já participou de curso, aula, treinamento ou palestra sobre educação financeira. Entre investidores, o percentual sobe para 33%.

Comportamento do consumidor: reserva, risco e custo

O brasileiro investe buscando retorno, mas também segurança. A ANBIMA aponta retorno como motivo para 37% dos investidores e segurança para 26%. A reserva financeira é o ponto sensível: 31% da população não tem dinheiro guardado para imprevistos. Entre os 69% que têm alguma reserva, 43% consumiriam tudo em até seis meses.

Essa fragilidade muda a decisão. Para muita gente, o primeiro investimento deveria ser uma reserva com liquidez, risco baixo e custo claro. Antes de buscar rentabilidade, vale organizar orçamento, dívida e prazo com um guia sobre como economizar dinheiro.

Também existe o custo tributário. Em renda fixa, a Receita Federal usa tabela regressiva de IR: 22,5% sobre rendimentos até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. O IOF pode incidir se o resgate acontecer antes de 30 dias. CET é termo de crédito, não de investimento. Aqui, o foco é taxa de administração, custódia, spread, IR, IOF e liquidez.

Exemplo simples: se você aplicou R$ 10.000 em um CDB e teve R$ 1.000 de rendimento depois de mais de 720 dias, o IR de 15% levaria R$ 150. O ganho líquido ficaria em R$ 850, antes de considerar eventual taxa ou spread.

Metodologia e fontes usadas pela Financera

Esta página cruza bases públicas e institucionais para responder como funcionam as estatísticas de investimentos no Brasil. Usamos a ANBIMA para comportamento da população e volume aplicado por pessoas físicas, B3 para custódia e número de investidores por classe, Banco Central do Brasil para juros e sistema financeiro, IBGE para taxa de investimento e poupança da economia, Receita Federal para tributação e Banco Mundial para comparação internacional.

Nem todos os números medem a mesma coisa. A taxa de investimento do IBGE, por exemplo, ficou em 16,8% do PIB em 2025, e a taxa de poupança em 14,4%. Esses dados falam da economia inteira, não da carteira de uma pessoa. Já os dados da ANBIMA e da B3 aproximam melhor o comportamento do investidor pessoa física.

Perguntas frequentes

Quantos brasileiros investem no Brasil?

Segundo a ANBIMA, 36% da população brasileira tinha dinheiro aplicado em produtos financeiros em 2025, o equivalente a 60,6 milhões de pessoas.

Qual é o investimento mais usado pelos brasileiros?

A poupança ainda é o produto mais presente, citada por 22% das pessoas. Em volume, a renda fixa domina, com R$ 5,14 trilhões aplicados por pessoas físicas em 2025.

Por que a B3 fala em mais de 100 milhões de investidores em renda fixa?

Porque a base da B3 inclui CPFs com renda fixa registrada em sua infraestrutura, inclusive contas remuneradas e aplicações automáticas. Não compare diretamente com pesquisas populacionais.

As estatísticas de investimentos Brasil 2026 incluem poupança?

Sim, quando a fonte mede produtos financeiros usados pela população ou volume aplicado por pessoas físicas. A poupança aparece nas pesquisas da ANBIMA e continua relevante, embora tenha perdido volume em 2025.

Como funcionam as estatísticas de investimentos no Brasil?

Elas dependem da fonte. ANBIMA mede comportamento e volume aplicado, B3 mede custódia e contas em produtos registrados, Banco Central acompanha o sistema financeiro e IBGE mede indicadores macroeconômicos.

Qual custo o investidor iniciante costuma esquecer?

O principal é o imposto sobre o rendimento. Em renda fixa, o IR segue tabela regressiva de 22,5% a 15%, conforme o prazo. Resgates em menos de 30 dias também podem ter IOF.

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