Para que serve a calculadora de poupança
A calculadora de poupança mostra, em segundos, para onde o seu dinheiro vai chegar. Você informa quanto já tem guardado, quanto pretende depositar todo mês e por quanto tempo, e o simulador projeta o saldo final, separando o que é aporte seu do que é rendimento. Dá para usar nos dois sentidos: definir uma meta e descobrir quanto guardar por mês, ou fixar o valor mensal e ver onde você chega no prazo escolhido.
Valor inicial
Digite quanto você já tem guardado hoje. Se está começando do zero, é só deixar em R$ 0,00.
Aporte mensal
Informe quanto pretende depositar todo mês. É aqui que a disciplina pesa mais do que o valor com que você começou.
Taxa de rendimento
Coloque o rendimento esperado ao mês ou ao ano. O usuário informa a taxa manualmente – consulte a rentabilidade atual da sua aplicação antes de simular.
Prazo
Escolha por quantos anos você vai guardar (de 1 a 50). Quanto maior o prazo, mais os juros sobre juros trabalham a seu favor.
Meta (opcional)
Se tiver um objetivo em mente, como a entrada de um carro ou a reserva de emergência, informe o valor e veja quanto precisa guardar por mês para chegar lá.
Como a conta é feita
O rendimento da poupança usa juros compostos: todo mês o seu dinheiro rende sobre o saldo acumulado, e não só sobre o valor que você depositou lá no começo. Na prática, os juros do mês passado também passam a render no mês seguinte. É o famoso efeito 'bola de neve'.
Veja um exemplo. Digamos que você comece com R$ 2.000,00, deposite R$ 500,00 por mês, a uma taxa de 0,5% ao mês, durante 24 meses. Ao longo dos dois anos você vai colocar R$ 14.000,00 do próprio bolso (os R$ 2.000,00 iniciais mais 24 depósitos de R$ 500,00). Com o rendimento, o saldo final chega a cerca de R$ 14.970,32. Ou seja, perto de R$ 970,00 caíram na sua conta só de juros, sem você fazer nada além de manter os depósitos em dia.
O que pesa no resultado
Alguns fatores mudam bastante o número que aparece na tela. A taxa de rendimento é o mais direto: a poupança costuma render menos que outras aplicações de renda fixa, então vale comparar antes de decidir onde deixar o dinheiro. A inflação corrói o poder de compra do que você guardou; se o seu dinheiro rende 6% no ano e a inflação foi de 5%, o ganho real ficou perto de 1%. Pesa também a constância dos aportes: pular meses derruba o saldo final muito mais do que parece, porque cada depósito que falta deixa de render por todo o resto do prazo. E não custa lembrar que o rendimento da poupança pode mudar conforme a taxa básica de juros do país, então a taxa de hoje não é garantia para os próximos anos.
Quanto guardar por mês sem apertar o orçamento
Não existe número mágico, mas existe um bom ponto de partida. Uma referência conhecida é separar de 10% a 20% do que entra todo mês, ajustando para cima ou para baixo conforme as suas contas fixas. Se hoje isso parece impossível, comece com o que dá, mesmo que seja R$ 50,00, e use a calculadora para enxergar o impacto de subir esse valor mais adiante. O hábito de depositar pesa mais no longo prazo do que o tamanho do primeiro aporte.
Dicas para a sua poupança render mais
Automatize o depósito para o dia seguinte ao do salário. O dinheiro que sai antes de você ver no extrato dificilmente faz falta.
Comece com um aporte que cabe no seu orçamento de verdade. Um valor menor que você mantém vence um valor alto que você abandona em dois meses.
Reajuste o aporte sempre que a renda subir. Recebeu um aumento? Aumente também o depósito mensal antes que esse dinheiro vire despesa.
Mire a reserva de emergência como primeira meta. De três a seis meses dos seus gastos guardados evitam que você precise sacar tudo no primeiro imprevisto.
Compare a poupança com outras opções de renda fixa antes de mirar prazos longos. Para objetivos de vários anos, a diferença de rendimento pode ser relevante.
Perguntas frequentes
Quanto preciso guardar por mês para juntar R$ 50.000?
Depende do prazo, da taxa de rendimento e de quanto você já tem guardado. Como referência, para chegar a R$ 50.000,00 em cinco anos, começando do zero e com rendimento de 0,5% ao mês, o aporte fica perto de R$ 717,00 por mês. Coloque os seus próprios números na calculadora para ver o valor exato no seu caso.
A poupança ainda vale a pena?
A poupança ganha em simplicidade, liquidez e isenção de imposto de renda para pessoa física, por isso continua sendo uma boa porta de entrada para quem está começando a guardar dinheiro. Para objetivos de longo prazo, outras aplicações de renda fixa costumam render mais. A regra prática é usar a poupança para a reserva de emergência e comparar alternativas para o dinheiro que vai ficar parado por anos.
Qual a diferença entre a calculadora de poupança e a de juros compostos?
Na prática, é a mesma matemática. A calculadora de poupança já vem ajustada para o jeito que a poupança rende e fala a língua de quem quer guardar um valor por mês. A de juros compostos é mais genérica e serve para qualquer aplicação, mas exige que você saiba a taxa correta para informar.
O rendimento da poupança é garantido?
A taxa segue uma regra ligada à taxa básica de juros do país, então pode subir ou cair ao longo do tempo. O valor que você depositou não diminui, mas o quanto ele rende por mês não é fixo para sempre. Por isso a projeção da calculadora vale para a taxa que você informou, e não como promessa para todo o período.
Posso usar a calculadora para outras aplicações além da poupança?
Pode. Basta trocar a taxa de rendimento pela da aplicação que você está avaliando, como um CDB ou um fundo de renda fixa. A lógica dos aportes mensais e dos juros compostos é a mesma; muda só o percentual que o seu dinheiro rende.