O que é a calculadora de comprometimento de renda
A calculadora de comprometimento de renda mostra, em poucos segundos, quanto do seu salário já está reservado para pagar dívidas e parcelas todo mês. Você informa quanto ganha e quanto gasta com empréstimos, financiamentos e cartão, e a ferramenta devolve o percentual de renda comprometida. É o mesmo número que o banco olha antes de aprovar um novo crédito: quanto maior, mais apertado fica o orçamento e mais difícil conseguir boas condições.
Informe sua renda mensal
Use a renda líquida, ou seja, o que realmente cai na sua conta depois dos descontos. É esse valor que você tem de verdade para se virar no mês.
Some as parcelas que paga
Inclua empréstimo, financiamento do carro ou da casa, consignado, crediário e a fatura do cartão. Some tudo o que sai todo mês para quitar dívidas.
Veja o resultado
A calculadora divide as parcelas pela sua renda e mostra na hora o percentual comprometido. Quanto menor, mais folga você tem no orçamento.
Como o cálculo funciona
A conta para calcular o comprometimento de renda é simples: divida o total das parcelas mensais pela sua renda do mês e multiplique por 100.
Comprometimento (%) = (total das parcelas ÷ renda mensal) × 100
Veja um exemplo. A Camila tem renda líquida de R$ 4.000,00 por mês. Ela paga R$ 900,00 de financiamento do carro e R$ 500,00 entre cartão e crediário, somando R$ 1.400,00 em parcelas. O cálculo fica: 1.400 ÷ 4.000 = 0,35. Multiplicando por 100, dá 35%. Quer dizer que 35% de tudo o que a Camila ganha já está comprometido antes mesmo de pagar mercado, transporte e contas de casa.
Qual percentual é saudável
Não existe número mágico, mas a referência mais usada por educadores financeiros no Brasil é manter o comprometimento de renda até 30%. Dentro dessa faixa, sobra dinheiro para imprevistos e para guardar.
Entre 30% e 50%, o orçamento começa a apertar: dá para pagar, mas qualquer gasto extra ou queda na renda vira problema. Acima de 50%, acende o alerta. Mais da metade do que você ganha vai embora em dívidas, e o risco de atrasar uma parcela e cair no rotativo do cartão cresce muito.
O que muda o seu resultado
Dois detalhes mexem bastante no número final. O primeiro é a renda que você usa: prefira a renda líquida, porque é o dinheiro que de fato entra na conta. Calcular pela renda bruta esconde os descontos e faz o comprometimento parecer menor do que é.
O segundo é quais dívidas você soma. Conte toda parcela fixa de crédito: empréstimo, financiamento, consignado, cartão e crediário. Contas de consumo, como luz, água e aluguel, não são dívida de crédito, mas vale anotar à parte para enxergar o orçamento completo. Se a sua renda varia (autônomo, comissão, freelancer), use a média dos últimos meses e puxe para baixo nos meses mais fracos.
Dicas para reduzir o comprometimento de renda
Renegocie antes de atrasar. Procure o banco assim que sentir o aperto. Uma parcela renegociada com juro menor derruba o percentual sem você precisar de mais renda.
Troque dívida cara por barata. Quitar o rotativo do cartão ou o cheque especial com um empréstimo de juro menor reduz o valor das parcelas e sobra mais no fim do mês.
Junte as dívidas em uma só. A portabilidade ou um consignado pode concentrar várias parcelas numa única, com taxa menor e prazo organizado.
Não passe dos 30% ao assumir algo novo. Antes de financiar uma compra, refaça o cálculo já contando a parcela nova e veja se ainda cabe.
Aumente a renda quando der. Uma renda extra entra direto no denominador da conta e baixa o percentual comprometido.
Perguntas frequentes
O que é comprometimento de renda?
É o percentual do seu salário que já está reservado para pagar dívidas e parcelas todo mês. Se você ganha R$ 3.000,00 e paga R$ 900,00 em parcelas, seu comprometimento de renda é de 30%. Quanto maior o número, menos dinheiro livre você tem.
Qual o percentual de renda comprometida ideal?
A referência mais comum no Brasil é ficar até 30%. Acima disso o orçamento aperta, e passar de 50% costuma indicar endividamento alto. Não é uma regra fixa, mas serve de norte para tomar decisões.
Devo usar a renda bruta ou líquida no cálculo?
Use a renda líquida, o valor que cai na sua conta depois dos descontos. É o dinheiro que você realmente tem para pagar as parcelas e o restante das contas.
Quais dívidas entram no cálculo?
Some todas as parcelas fixas de crédito: empréstimo, financiamento, consignado, cartão e crediário. Contas de consumo, como luz e mercado, ficam de fora desse cálculo, mas vale acompanhar à parte para ver o orçamento completo.
O comprometimento de renda afeta a aprovação do empréstimo?
Sim. O banco olha quanto da sua renda já está comprometida antes de liberar crédito novo. Com o percentual alto, fica mais difícil aprovar e as taxas tendem a ser piores. Reduzir as parcelas atuais melhora as suas chances.
Como funciona o limite do consignado?
O consignado tem uma margem própria definida em lei, chamada de margem consignável, que reserva uma parte do salário ou benefício para esse desconto. O valor pode mudar, então confirme o limite atual com o banco ou o órgão pagador.
