Anônimo
Especialista financeiro · Financera
Entrega da documentação
Reúna seus documentos pessoais, comprovantes de renda e a documentação do imóvel (matrícula atualizada, certidão de ônus reais, IPTU). Cada banco tem sua lista específica, então confirme antes de enviar.
Análise de crédito
O banco avalia sua renda, score de crédito e histórico financeiro para determinar o valor máximo que pode financiar e as taxas aplicáveis. Essa etapa costuma levar de 1 a 5 dias úteis.
Avaliação do imóvel
Um engenheiro credenciado pelo banco visita o imóvel para verificar se o valor de mercado está compatível com o preço de venda. Essa avaliação também confirma se o imóvel está em boas condições estruturais.
Análise jurídica
O banco verifica a documentação legal do imóvel e do vendedor para garantir que não existem pendências judiciais, dívidas ou irregularidades que possam comprometer a transação.
Assinatura do contrato
Com tudo aprovado, comprador, vendedor e banco assinam o contrato de financiamento. Nesse momento, ficam definidos o prazo, as taxas de juros, o sistema de amortização (SAC ou Price) e o valor das parcelas.
Registro em cartório
O contrato precisa ser registrado no Cartório de Registro de Imóveis. Esse registro oficializa a alienação fiduciária e transfere a propriedade para o nome do comprador. As custas cartoriais variam conforme o estado e o valor do imóvel.
Liberação do crédito e início dos pagamentos
Após o registro, o banco libera o valor do financiamento ao vendedor. A partir desse momento, o comprador começa a pagar as parcelas mensais conforme as condições do contrato.
O financiamento imobiliário é a principal forma de comprar um imóvel no Brasil. Com prazos de até 35 anos e taxas que variam conforme o banco e o perfil do comprador, entender como funciona o financiamento imobiliário pode significar uma economia de dezenas de milhares de reais ao longo do contrato.
Neste guia, você vai aprender o que é o financiamento imobiliário, quais são os requisitos, como funcionam as tabelas SAC e Price, quais bancos oferecem as melhores taxas em 2026 e como reduzir o valor das parcelas com amortização de financiamento imobiliário e portabilidade.
O financiamento imobiliário é um crédito concedido por bancos e instituições financeiras para a compra de imóveis residenciais, comerciais ou terrenos. O banco paga o valor do imóvel ao vendedor e o comprador devolve esse valor ao banco em parcelas mensais, com juros.
Até a quitação total, o imóvel fica em nome do comprador, mas vinculado ao banco por meio de alienação fiduciária. Isso significa que, se houver inadimplência prolongada, o banco pode retomar o bem.
No Brasil, os financiamentos são regulados pelo Banco Central e podem ser contratados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) ou pelo Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). O SFH cobre imóveis de até R$1,5 milhão com taxas reguladas, enquanto o SFI atende valores maiores com condições de mercado.
Para conseguir um financiamento imobiliário, o comprador precisa atender a alguns critérios básicos que os bancos avaliam antes de liberar o crédito.
O processo de financiamento segue etapas padronizadas na maioria dos bancos. Conhecer cada fase ajuda a se preparar e evitar atrasos.
As taxas de juros variam conforme o banco, o perfil do cliente e o tipo de financiamento. Com a Selic em 15% em 2026, as taxas do crédito imobiliário subiram em relação a anos anteriores. A Caixa Econômica Federal continua com o financiamento imobiliário Caixa como referência de menor taxa, mas existem diferenças significativas entre os bancos.
| Banco | Taxa mínima (a.a. + TR) | Observação |
|---|---|---|
Caixa Econômica Federal | 10,26% | Menor taxa com conta salário e débito automático |
BRB | 11,36% | Opção competitiva no Centro-Oeste |
Itaú | 11,60% | Líder entre bancos privados |
Santander | 11,69% | Taxas variam por perfil |
Bradesco | 11,70% | Condições diferenciadas para correntistas |
Banco do Brasil | 12,00% | Taxas Pró-Cotista a partir de 9,00% |
Os dois sistemas de amortização mais usados no financiamento imobiliário brasileiro são a Tabela SAC e a Tabela Price. A escolha entre eles impacta diretamente o valor das parcelas e o total de juros pagos.
Tabela SAC (Sistema de Amortização Constante)
Na SAC, a amortização do valor principal é constante em todas as parcelas. Como os juros são calculados sobre o saldo devedor (que diminui a cada mês), as parcelas começam mais altas e vão diminuindo ao longo do tempo. É a opção que gera menos juros no total.
Tabela Price (Sistema Francês)
Na Price, as parcelas são fixas durante todo o financiamento. No início, a maior parte da parcela são juros e a amortização é menor. Com o tempo, essa proporção se inverte. A vantagem é a previsibilidade, mas o custo total de juros pode ser até 30% maior que na SAC.
Qual é a melhor? Se você consegue arcar com parcelas iniciais mais altas, a SAC é a escolha mais econômica. Se precisa de parcelas fixas e menores no início, a Price pode fazer mais sentido para o seu orçamento.
O programa Minha Casa Minha Vida passou por atualizações importantes em 2026 que ampliam o acesso ao crédito habitacional. O teto do valor dos imóveis subiu para R$600 mil e foi criada a Faixa 4, que atende famílias com renda mensal entre R$8.600 e R$12.000.
As taxas de juros no programa variam entre 4% e 10% ao ano, dependendo da faixa de renda, bem abaixo das taxas de mercado. Os subsídios podem chegar a R$55 mil para as Faixas 1 e 2.
Para saber se você se enquadra no programa, confira nosso artigo sobre quem pode financiar pela Minha Casa Minha Vida.
Existem três formas principais de reduzir as parcelas de um financiamento imobiliário. Cada uma tem suas vantagens e pode ser combinada com as outras.
A renegociação é um pedido direto ao banco para rever as condições do contrato. Quem tem bom histórico de pagamento ou um relacionamento longo com a instituição tende a conseguir condições melhores.
Se aprovada, a renegociação pode esticar o prazo do financiamento ou reduzir a taxa de juros. Nos dois casos, o resultado é uma diminuição no valor mensal das parcelas.
A portabilidade permite transferir a dívida de um banco para outro que ofereça condições melhores. É um direito garantido por lei e o banco original é obrigado a liberar a transferência.
Para fazer a portabilidade, leve a documentação do financiamento atual ao novo banco e negocie as taxas. Na maioria dos casos, o banco original faz uma contraproposta para manter o cliente, o que torna a portabilidade uma boa estratégia de negociação, mesmo que você não transfira de fato.
Amortizar significa adiantar o pagamento da dívida para reduzir o saldo devedor. Com o saldo menor, os juros diminuem e, consequentemente, as parcelas também.
Os bancos oferecem duas opções de amortização:
A amortização pode ser feita com recursos próprios (a qualquer momento) ou com o saldo do FGTS (a cada 2 anos, se o financiamento for pelo SFH). Para quem tem FGTS disponível, é uma das melhores formas de economizar no financiamento.
Uma estratégia recomendada: separe todo mês um valor acima da parcela do financiamento. Use o excedente para amortizar periodicamente e reduzir o custo total dos juros.
Até a quitação total, o imóvel permanece em alienação fiduciária. Quando todas as parcelas forem pagas, o imóvel passa a ser 100% seu. Para oficializar isso, siga três passos:
Esse processo tem custas cartoriais que variam por estado, mas é obrigatório para que o imóvel fique livre de qualquer vínculo com o banco.
Quem financiou um imóvel precisa declará-lo no Imposto de Renda anualmente. O imóvel financiado deve ser informado na ficha "Bens e Direitos" da declaração.
Você deve detalhar: o valor total do financiamento, o número de parcelas, quantas já foram pagas e o valor correspondente, as parcelas em aberto, o valor da entrada (se houver), a taxa de juros, eventual uso do FGTS para amortização, o nome e CNPJ do banco e o número do contrato.
O valor declarado deve ser o total efetivamente pago (entrada + parcelas), e não o valor de mercado do imóvel.
A diferença de meio ponto percentual na taxa de juros pode representar dezenas de milhares de reais ao longo de um financiamento de 30 anos. Por isso, compare as condições de diferentes bancos antes de assinar qualquer contrato.
Aqui na Financera, você pode usar nossa calculadora de juros para simular diferentes cenários e encontrar a opção que mais se encaixa no seu orçamento. Também vale consultar nosso guia sobre empréstimo ou financiamento: qual a melhor opção para entender as diferenças entre as duas modalidades de crédito.
Não existe um valor fixo de renda mínima. O que os bancos avaliam é se a parcela do financiamento cabe em até 30% da sua renda bruta mensal. Por exemplo, para uma parcela de R$2.000, você precisaria de uma renda bruta de pelo menos R$6.667.
A maioria dos bancos financia até 80% do valor do imóvel, ou seja, a entrada mínima é de 20%. No programa Minha Casa Minha Vida, esse percentual pode ser menor dependendo da faixa de renda. Alguns bancos aceitam o uso do FGTS como parte da entrada.
Na prática, é muito difícil. Os bancos consultam os órgãos de proteção ao crédito (Serasa, SPC) e a maioria nega o financiamento para quem tem restrições. O ideal é limpar o nome antes de solicitar o crédito.
Na tabela SAC, as parcelas começam maiores e vão diminuindo. Na Price, as parcelas são fixas. A SAC gera menos juros no total (até 30% menos), mas exige uma renda inicial maior. A Price é mais previsível para quem precisa de parcelas estáveis.
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