O que a calculadora de investimentos faz
A calculadora de investimentos mostra quanto o seu dinheiro pode render ao longo do tempo usando juros compostos, o famoso efeito de juros sobre juros. Você informa quanto vai investir hoje, quanto pretende guardar por mês, a taxa de rendimento e o prazo. Em segundos, a ferramenta separa quanto saiu do seu bolso e quanto veio só do rendimento. Serve para qualquer aplicação de renda fixa ou variável, como poupança, Tesouro Direto, CDB ou fundos. É o mesmo que um simulador de investimento, só que direto ao ponto.
Informe o valor inicial
Coloque quanto você já tem para investir agora. Se vai começar do zero, deixe esse campo em R$ 0,00 e conte apenas com os aportes mensais.
Defina o aporte mensal
Digite quanto pretende depositar todo mês. Esse hábito costuma pesar mais no resultado final do que o valor com que você começa.
Coloque a taxa de rendimento
Use a taxa do investimento que está avaliando. Confira se ela está ao mês ou ao ano e mantenha o mesmo padrão no campo de prazo.
Escolha o prazo
Informe por quanto tempo o dinheiro vai ficar aplicado, em meses ou anos. Quanto maior o prazo, mais forte fica o efeito dos juros compostos.
Veja o resultado
A calculadora mostra o valor final, o total que você investiu e quanto rendeu de juros. Mexa nos campos para comparar cenários diferentes.
Como funcionam os juros compostos
Nos juros compostos, o rendimento de cada período entra na conta do período seguinte. Em vez de render sempre sobre o valor inicial, o dinheiro passa a render sobre ele mesmo somado aos juros já acumulados. A fórmula é M = C × (1 + i)ⁿ, em que C é o valor aplicado, i é a taxa por período e n é a quantidade de períodos. Quando você adiciona aportes mensais, cada depósito entra nessa mesma lógica e começa a render a partir do mês em que foi feito.
Um exemplo na prática
Digamos que você aplique R$ 10.000,00 em um investimento que rende 0,9% ao mês e deixe o dinheiro parado por 12 meses. Pela fórmula, R$ 10.000,00 × (1,009)¹² resulta em cerca de R$ 11.135,10. Ou seja, R$ 1.135,10 vieram só do rendimento, sem você colocar mais nada. Agora pense em repetir isso por vários anos e ainda somando um aporte todo mês. É aí que a bola de neve cresce de verdade.
O que muda o seu resultado
O prazo é o fator que mais pesa, porque tempo é o melhor amigo dos juros compostos e cada ano a mais acelera a bola de neve. A taxa vem em seguida, e vale comparar com calma antes de aplicar, já que uma diferença de meio ponto percentual vira muito dinheiro depois de alguns anos. O aporte mensal mantém a máquina girando mesmo quando os juros estão baixos, e a constância costuma render mais do que ficar esperando o momento perfeito para investir um valor grande de uma vez. O valor inicial ajuda no começo, mas perde importância conforme os aportes se acumulam.
Custos e impostos que entram na conta
A taxa que você digita é o rendimento bruto. Na vida real, alguns descontos podem diminuir o que de fato cai na sua conta. Boa parte dos investimentos de renda fixa tem desconto de Imposto de Renda sobre o que rendeu, e alguns produtos cobram taxa de administração ou de custódia. A inflação também corrói o poder de compra do dinheiro ao longo do tempo, então um rendimento de 10% só compensa se estiver acima da inflação do período. As regras variam de produto para produto, por isso confirme as condições com o seu banco ou corretora antes de aplicar.
Dicas para investir com mais segurança
Comece com qualquer valor. Mais importante do que o quanto é criar o hábito de aportar todo mês.
Compare o rendimento sempre com o CDI ou com a inflação do período, não só com o número cheio.
Reinvista os rendimentos em vez de sacar. É isso que liga o motor dos juros compostos.
Antes de buscar mais rendimento, monte uma reserva de emergência em algo seguro e de resgate fácil.
Desconfie de promessa de ganho alto e garantido. Rendimento elevado quase sempre vem acompanhado de mais risco.
Perguntas frequentes
A calculadora de investimentos cobra alguma coisa?
Não. A ferramenta é gratuita e você pode simular quantos cenários quiser. Ela não pede dados pessoais nem cadastro para mostrar o resultado.
Qual a diferença entre juros simples e juros compostos?
Nos juros simples, o rendimento incide sempre sobre o valor inicial. No composto, ele incide sobre o valor inicial somado aos juros que já se acumularam. Por isso o composto cresce cada vez mais rápido, e é o modelo usado na maioria dos investimentos.
Preciso colocar a taxa ao mês ou ao ano?
Pode ser qualquer uma, desde que o prazo siga o mesmo padrão. Se usar taxa ao mês, informe o prazo em meses. Se usar taxa ao ano, informe o prazo em anos. Misturar os dois distorce o resultado.
Onde encontro a taxa de rendimento para usar na simulação?
Ela aparece na página do investimento, no site do banco ou da corretora. Em renda fixa, muitas vezes a taxa vem como um percentual do CDI. Se não tiver certeza, use uma taxa próxima da Selic como referência para um cenário mais conservador.
O simulador já considera o Imposto de Renda?
A calculadora trabalha com o rendimento bruto. Para saber o valor líquido, é preciso descontar o Imposto de Renda e as taxas que o seu investimento cobra, que variam de produto para produto. Confira essas condições antes de aplicar.
Posso usar a calculadora para a poupança?
Pode. Basta usar a taxa de rendimento da poupança no período. Vale lembrar que outros investimentos de renda fixa costumam render mais do que a poupança, então compare bem antes de decidir.